São Paulo, 04 de Novembro de 2026
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Hackers declaram apoio à Palestina em sites de prefeituras de Minas

Um grupo de hacktivistas alterou, na madrugada de quinta-feira(16), o conteúdo das páginas oficiais de pelo menos 31 prefeituras de Minas Gerais, em um protesto, na forma de ocupação, que se estende até este sábado (17)

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Agência Brasil

Um grupo de hacktivistas alterou, na madrugada de quinta-feira(16), o conteúdo das páginas oficiais de pelo menos 31 prefeituras de Minas Gerais, em um protesto, na forma de ocupação, que se estende até este sábado (17). 

A ação foi coordenada para reclamar uma posição mais firme do governo brasileiro em relação ao genocídio de palestinos, pelo Estado de Israel, e fazer alusão à Nakba, processo de limpeza étnica lembrado ao longo desta semana.

"Walid Ahmed não foi o primeiro brasileiro a ser sequestrado no meio da noite por agentes não identificados. Não é o primeiro brasileiro a desaparecer nos porões dos militares e ser torturado a ponto de morrer de fome", escrevem os ativistas na mensagem que sobrepuseram aos conteúdos originais dos sites. 

"E também não é o primeiro brasileiro cuja família não poderá honrar com um enterro digno e receber algum tipo de fechamento em seu luto, já que ao devolver o corpo de um mártir, os militares criminosos também entregariam uma prova objetiva de crime contra a humanidade. Rubens Paiva e os demais mártires da ditadura brasileira que nunca tiveram seus corpos devolvidos às famílias receberão com toda a certeza o jovem Walid de braços abertos no Céu de Deus Todo-Poderoso, assim como vocês o fizeram por nossos sobrinhos na Terra"..

Os hackers afirmam, ainda, que a ocupação militar sionista tem "outros 250 menores de 18 anos em seus porões". 

"O Brasil venceu seus opressores há 40 anos. A Palestina vem vencendo há 77 anos, que se completam no dia de hoje. E um dia vencerá. Ela será livre de Rio a Mar".

Na tarde deste sábado, alguns sites já haviam sido normalizados.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro mandatário a classificar a ofensiva contra a Palestina como genocídio. O posicionamento ocorreu em fevereiro de 2024, quando Israel já havia assassinado 30 mil civis, com maioria de mulheres e crianças. 

Lula também criticou, na mesma época, o corte de recursos humanitários que diversos países, como Suíça, Reino Unido e Itália, fizeram. O presidente reiterou sua opinião sobre o massacre ao defender que os palestinos estejam à frente da reconstrução de Gaza.

A Agência Brasil procurou a Polícia Civil do estado, mas não obteve retorno, e está aberta à manifestação.

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