São Paulo, 04 de Novembro de 2026
Últimas notícias
SegurançaSenado Federal aprova texto-base da PEC da Segurança PúblicaPolíticaSenado aprova PEC da Segurança sem redução da maioridade penalMeio AmbienteMonitor de Secas acompanha mensalmente evolução das estiagens no paísPolíticaSenado aprova PEC da Segurança Pública sem redução da maioridade penalMeio AmbienteRio entra no segundo nível do protocolo de calor e pode registrar 40°CPolíticaHugo Motta destaca aprovação da PEC da Segurança Pública pelo SenadoGeralPF inaugura laboratório para combater garimpo ilegal na AmazôniaPolíticaEduardo Braga será o relator-geral do Orçamento 2027PolíticaMinistro garante “absoluta prioridade” na implementação da Política de Minerais Críticos e EstratégicosSegurançaMonitoramento por câmeras de São Paulo tem novo vazamentoSegurançaSenado Federal aprova texto-base da PEC da Segurança PúblicaPolíticaSenado aprova PEC da Segurança sem redução da maioridade penalMeio AmbienteMonitor de Secas acompanha mensalmente evolução das estiagens no paísPolíticaSenado aprova PEC da Segurança Pública sem redução da maioridade penalMeio AmbienteRio entra no segundo nível do protocolo de calor e pode registrar 40°CPolíticaHugo Motta destaca aprovação da PEC da Segurança Pública pelo SenadoGeralPF inaugura laboratório para combater garimpo ilegal na AmazôniaPolíticaEduardo Braga será o relator-geral do Orçamento 2027PolíticaMinistro garante “absoluta prioridade” na implementação da Política de Minerais Críticos e EstratégicosSegurançaMonitoramento por câmeras de São Paulo tem novo vazamento

EUA violam cessar-fogo com Irã em meio a negociações sem resultados

Os Estados Unidos (EUA) violaram o cessar-fogo firmado com o Irã ao bombardear a cidade de Bandar Abbas na noite dessa terça-feira (25), em meio a semanas de negociações que não vêm dando resultados

A

Agência Brasil

EUA violam cessar-fogo com Irã em meio a negociações sem resultados
Créditos: Agência Brasil

Os Estados Unidos (EUA) violaram o cessar-fogo firmado com o Irã ao bombardear a cidade de Bandar Abbas na noite dessa terça-feira (25), em meio a semanas de negociações que não vêm dando resultados.

Em comunicado divulgado à mídia estadunidense, o porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Tim Hawkins, informou que os militares bombardearam “locais de lançamento de mísseis e barcos que colocavam minas” no Estreito.

O Irã não confirmou quais foram os locais afetados pelos bombardeios. As mídias locais Irna e Mehr News Agency informaram que foram ouvidas múltiplas explosões no leste de Bandar Abbas e em áreas costeiras, acrescentando que a situação da cidade “permanece totalmente sob controle”.

Os militares dos EUA justificaram que os ataques foram uma ação de “autodefesa para proteger as tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas” e que os militares estariam “agindo com moderação durante o cessar-fogo em curso”, segundo noticiou a AP News, dos EUA.

Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou que derrubou um drone MQ-9 Reaper dos EUA sobre o Golfo Pérsico que teria invadido o espaço aéreo na nação mulçumana, acrescentando que qualquer violação do cessar-fogo será respondida com severidade.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã publicou nota criticando a “flagrante violação do cessar-fogo” pelos Estados Unidos.

“A prática desses atos agressivos, coincidindo com o processo de mediação diplomática em curso conduzido pelo Paquistão, revelou, mais uma vez, a má-fé e a quebra de promessas do governo dos EUA com a nação iraniana, os povos da região e a comunidade internacional”, diz o comunicado.

O governo de Teerã acrescentou que o país “não deixará nenhum mal impune e não hesitará em defender a ação iraniana”.

Negociações sem resultado

A violação do cessar-fogo pelos EUA ocorre em meio a negociações de paz que não têm dado resultados após quase sete semanas, desde a frágil trégua firmada entre os países.

Enquanto o Irã exige a saída das bases militares dos EUA do Oriente Médio, o desbloqueio dos recursos do país congelados no exterior, além do levantamento das sanções econômicas, Washington exige a entrega do urânio iraniano e a abertura completa do Estreito de Ormuz, por onde transitavam cerca de 20% do petróleo do planeta.

O Irã se recusa a negociar, neste primeiro momento, o programa nuclear do país, que o governo sempre alegou ser para fins pacíficos. Ao mesmo tempo, defende nova gestão sobre o Estreito de Ormuz diferente de como era antes da guerra. 

Para analistas consultados pela Agência Brasil, a justificativa dos EUA e de Israel para entrarem em guerra contra o Irã, que seria o programa nuclear do país, entre outros motivos, é apenas um pretexto, sendo o objetivo principal a queda da República Islâmica como forma de projetar o poder de Israel na região e barrar a expansão econômica da China.

Compartilha esta notícia:

Notícias relacionadas