São Paulo, 04 de Novembro de 2026
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Período entre 2015 e 2025 foi o mais quente já registrado na história

Um estudo divulgado nesta segunda-feira pela Organização Meteorológica Mundial mostra que o período entre 2015 e 2025 foi o mais quente já registrado na história. A entidade fez o alerta no Dia Mundial da Meteorologia, comemorado em 23 de março desde

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Rádio Agência Nacional

Período entre 2015 e 2025 foi o mais quente já registrado na história
Créditos: Rádio Agência Nacional

Um estudo divulgado nesta segunda-feira pela Organização Meteorológica Mundial mostra que o período entre 2015 e 2025 foi o mais quente já registrado na história. A entidade fez o alerta no Dia Mundial da Meteorologia, comemorado em 23 de março desde 1961.

O Relatório Estado do Clima Global aponta que o ano de 2025 consolidou uma tendência de aquecimento do planeta, atingindo a marca de 1,43 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais. A ONU alerta que os principais indicadores climáticos estão em nível crítico e que a concentração de gases de efeito estufa continua a impulsionar o aquecimento da atmosfera e dos oceanos.

Um dos destaques do relatório é o desequilíbrio energético da Terra. O acúmulo de gases como dióxido de carbono e metano impede que a energia solar seja irradiada de volta ao espaço. Como resultado, 91% desse excesso de calor fica retido nos oceanos. Em 2025, o calor armazenado nas águas atingiu o nível mais alto desde 1960.

Esse aquecimento das águas, somado ao derretimento de 3% do gelo nas regiões polares, acelera a elevação do nível do mar. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, as mudanças químicas e de temperatura nas profundezas oceânicas são irreversíveis em escalas de séculos a milênios.

Na prática, o desequilíbrio climático resultou em eventos extremos severos ao longo de 2025. Ondas de calor, secas e inundações causaram mortes e prejuízos bilionários, afetando a segurança alimentar e provocando o deslocamento de populações.

A Organização Meteorológica Mundial alerta que as mudanças climáticas têm amplo impacto na mortalidade, nos meios de subsistência, nos ecossistemas e na saúde pública de todos os países.

A entidade cita, por exemplo, o aumento do número de doenças transmitidas por vetores, como mosquitos e outros organismos que podem transmitir doenças infecciosas. O calor extremo no ambiente de trabalho é outro problema que já atinge um bilhão e 200 milhões de pessoas, especialmente nos setores da agricultura e da construção civil.

A Organização Meteorológica Mundial reforça a necessidade urgente de integrar dados climáticos às políticas de saúde para que governos adotem medidas preventivas em vez de apenas reagir aos desastres.

* Com informações da Agência Brasil

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