São Paulo, 04 de Novembro de 2026
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Estudo aponta degradação em mais de um quarto da costa fluminense

Mais de 25% da zona costeira do estado do Rio de Janeiro é considerado instável. A informação está no Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro, projeto inédito da Universidade Federal Fluminense (UFF), que analisou a região

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Rádio Agência Nacional

Estudo aponta degradação em mais de um quarto da costa fluminense
Créditos: Rádio Agência Nacional

Mais de 25% da zona costeira do estado do Rio de Janeiro é considerado instável. A informação está no Inventário da Degradação do Solo na Zona Costeira do Rio de Janeiro, projeto inédito da Universidade Federal Fluminense (UFF), que analisou a região ao longo de 40 anos.

Ao todo, foram analisados cerca de 22 mil km². A área abrange municípios entre Búzios e São Francisco de Itabapoana, além de Cachoeiras de Macacu, Maricá e cidades da Costa Verde, como Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty. 

De acordo com o Inventário, o trecho mais crítico é a faixa que se estende entre os municípios de Maricá e São Francisco de Itabapoana, no nordeste do estado, por conta, principalmente, do desmatamento associado à pecuária e ao cultivo de café. Dos mais de 2.400 km² degradados da área, 1.916 km² correspondem a zonas instáveis consideradas de alta prioridade para recuperação ambiental. 

O professor Fábio Ferreira, do departamento de Análise Geoambiental da UFF, explica que foram identificados níveis alarmantes de degradação das áreas úmidas e manguezais, ecossistemas importantes para proteção da área costeira.

Erosão, instabilidades frutos do turismo e incêndios também aparecem entre as causas de degradação. A preocupação é que este cenário atinja não apenas espaços estáveis, como também os chamados hotspots – áreas ricas em biodiversidade ameaçadas no quesito conservação. 

O professor lembra que isso traria consequências ainda mais graves, como a perda de camadas férteis do solo e assoreamento dos rios. Ele também afirma que, para a recuperação dessas áreas, é necessário atuar em duas frentes principais, a curativa e a preventiva.

O objetivo do estudo, segundo o professor, é auxiliar as prefeituras a usar os dados para aprimorar seus planejamentos e guiar o crescimento urbano de forma segura e sustentável.

*Com informações da Agência Brasil, sob supervisão de Fábio Cardoso

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